Posts filed under ‘Valentina Monteiro’

A arte de Valentina Monteiro

Pura magia e coração.

Veja o vídeo e inspire-se.

Contatos com a Artista:

Valentinamonteiro@live.com

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13/01/2014 at 15:48 Deixe um comentário

Atriz

Imagem

Olha,

Será que é uma foto?

Será que é miopia?

Será que é miragem?

Olha,

Será que é azul?

Será verdade a verdade que vi?

Será coragem olhar o seu mar?

Queria ver o ato esquecido,

Morar no ventre,

Cantar na varanda,

Entrar na poesia.

Olha,

Será que entendo?

Será que é fantástico?

Será uma ilusão?

Sinto no rosto o sopro da solidão,

Sinto na pele o vermelho comichão,

Sinto no braço o apoio esquecido

Sinto na boca um aluvião

Olha,

Será que mereço?

Será a bondade?

Será o tropeço?

A minha vida esvai no concreto

A minha alma reluz no clarão

E a minha luz é como deserto

Vale,

Andar abraçado,

Comer apressado,

Sentir o coração.

Sente,

A pele molhada,

A boca apertada,

O hálito calado.

Limpa,

O poço profundo,

A lama escondida,

O prato abusado.

Cala,

A palavra perdida,

A chama apagada,

O mundo de sombra.

Gira,

O meu desencanto,

O seu acalanto,

O nosso pião.

O meu umbigo é quase o seu,

A minha pele o seu abrigo,

O meu joelho dobra contigo.

Imagem

A vida vale com uma atriz.

A vida corre como um chafariz.

O meu amor transborda em gole infeliz.

Vibra,

É quase doença,

É água revolta,

É sede de paz.

Salta,

É mundo feliz,

É mesmo uma atriz,

É bandeira azul ao vento

Sou uma mostra de peito feliz

um sopro verde de sonho de atriz.

Para sempre é sempre por um triz.

E se eu pudesse entrar na sua vida…..

Sergio Tango, 30 de abril de 2013 (com alguns “empréstimos” da linda poesia BEATRIZ de Chico Buarque e Edu Lobo)

30/04/2013 at 12:47 1 comentário

BREVIÁRIO – Valentina Monteiro

Imagem

Breve é o trailler daquele filme que quero tanto assistir,
mas não sei quando.
É também breve aquele que já vi há uma semana
e que insiste em ficar aderido à minha pele,
desde o avesso, transitando pelas minhas veias.
Breve é a distância entre dois pontos que não alcanço enxergar,
já que tende ao infinito.
É antes, linha tênue e sinuosa
que navega ao fluir do vento.
Uma paixão é breve.
Breve é uma vida –
desalinho do destino.
Breve, é um vôo pra longe,
uma saudade que teima e teima,
mas que um dia se esvai.
Breve é a juventude.
Breve é a beleza.
Breve é o ato de abrir a gaiola
e deixar ir todos os pássaros.
Breve é a cópula entre dois olhares.
Breve, é a palavra dita ou escrita
e o que dela permaneceu.
Breve é a manhã ensolarada de domingo
enquanto dormias.
Breve é o poema que sussurrei em teu ouvido.
Breve foi o instante em que nossos olhares se enfrentara,
cada um, espelho do outro.
Breve é o momento do abandono.
Breve foi  o cruzar dos nossos caminhos.
Foi o encontro com meu próprio silêncio;
íntimo deserto.
Breve, é uma palavra que alguém inventou
por não ousar dizer a verdade.
Breve é ilusão.
Breve não existe.

VALENTINA MONTEIRO – Agosto de 2012

12/08/2012 at 17:55 Deixe um comentário

Como você olha para uma obra de arte?

"Dancing With The Spirit" - Valentina Monteiro

Qualquer pessoa que embarque na viagem de exploração dos significados das pinturas logo ficará confusa com a quantidade de pontos de vista apresentados. Uma orientação simples é: se você vê alguma coisa sozinho, acredite nela, não importa o que digam. Se não consegue ver, não acredite.

Cada pessoa tem o direito de levar para um obra de arte o que quiser levar através de sua visão e da sua experiência, e guardar isso, no nível pessoal.

O conhecimento da história e das habilidades técnicas, deve ampliar essa experiência pessoal. Mas se a experiência pessoal (ou espiritual) se perde, então olhar uma obra de arte não é mais significativo do olhar um um problema de palavras cruzadas e tentar resolvê-lo.

Gustave Couber (1819-1877), pintor Francês com fortes convicções anarquistas, era um constante desafiador para as correntes predominantes da arte francesa da segunda metade do século XIX. Ele afirmava que os artistas são livres para estabelecer suas próprias regras e desafiar as convenções, e da mesma forma, o observador tem o direito de ignorar os ditames convencionais da interpretação e assimilar de uma obra apenas o que deseja. Até hoje sua obra causa polêmica e discussão, sendo admirada e odiada mundo afora.

Auto-retrato - Gustave Courbet

Olhe a arte para ver a sua própria alma.   

Texto extraído do livro: “Para Entender a Arte”, de Robert Cumming, Editora Ática, 1995

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29/05/2011 at 19:48 Deixe um comentário

Os Mensageiros

Os Mensageiros - Valentina Monteiro - 2010

“Eles vêm de todos os pontos sagrados.

Desenham-se no azul infinito do Leste, o centro da iluminação, a porta dourada onde habita a Águia.

Carregam em suas cores os segredos das florestas do Sul – trazem a inocência e a cura.

Com seu canto solitário e pungente, entregam os profundos mistérios das altas montanhas à Oeste e, mais além, a introspecção; o silêncio oculto e divino do deserto.

Em bando e algazarra, confeccionam preciosas tapeçarias – verdadeiros caleidoscópios celestes. O Norte, a sabedoria, a gratidão.

Ou vem assim, diminutos, indefesos. Oferecem o canto delicado e singelo. Sacodem os galhos que despejam flores no chão – chuvas esparsas.

Trazem na frágil leveza dos pés a cantiga dos riachos, o bulício das corredeiras, o despertar das cachoeiras, o denso manto dos oceanos.

Vêm em sonhos, leves e esvoaçantes – beleza transparente.

Vêm também terríveis, em garras e dentes, aterrorizantes demônios – pesadelos.

Voam alto, enxergam longe, abrangem um mundo num abrir de asas. Conhecem as leis ocultas do vento, guerreiros, protetores.

Um vôo, uma aparição, um canto, um trinar, um pouso, um olhar – uma mensagem. Reveladora e única.

Esteja atento.”

texto de Valentina Monteiro – Agosto de 2010

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19/09/2010 at 18:49 Deixe um comentário

The Bird

The Bird - Valentina Monteiro - Aguada sobre papel - 2009

“This bird came from the AZTECAS and represents the Power of the warrior. Each one of us has this bird inside.

Sometimes the bird seems to be small and weak. Sometimes the bird is a kind of sleepy. And sometimes, the bird is in a cage, suffering.

Now is time to understand his power, to size him up. It is time to wake him up.

He is a bird of prey. He can see beyond. It is time to realize that and make him free.

It is time to spread his wings so he can really fly away.”

By Valentina Monteiro, November, 2009.

www.valentinamonteiro.com.br

valentinamonteiro@live.com

22/04/2010 at 12:03 6 comentários

Valentina Monteiro – Arte

Aprecie a arte da Valentina Monteiro – www.valentinamonteiro.com

Aqui vai um pouco do que ela mesma define como o seu momento de criação, vale a pena esta viagem rumo ao seu Divino interior:

 VALENTINA MONTEIRO – O QUADRO

Tierra y Espíritu - Valentina Monteiro

Tierra y Espírito - Valentina Monteiro - Acrílica sobre tela.

 

“Deparo-me com o branco. Desafia-me. É ali, na rigidez e no vazio, onde vou trabalhar.

Mergulho na superfície do grande nada. Perco-me nessa ausência.

Vêm em meu socorro elementos, símbolos, plantas, frutos, animais – num bailar flutuante ao redor de mim.

Colho cada um a seu tempo, para alinhavar um a um delicadamente, conforme pedem pouso.

Paro um instante; expiro. Agora é o momento mágico: água e cor. Então o que era plano, superfície, rigidez, vazio, revela-se em profundidades, volumes, ondulações. Tudo é energia e movimento. A ausência não mais existe. A terra despeja toda sua fertilidade, através de seus frutos, abençoada pela sinuosa serpente emplumada, senhora dos ciclos da água e da vida. Surgem os animais de água salgada, nossos antepassados. Os anfíbios e répteis; ligação entre a água e a terra, nossos primeiros passos. As aves, mensageiras de sonhos, sustentadas pelo ar, respiração da terra. E ainda o jaguar, príncipe da noite, da magia e da transmutação.

Por fim, em algum lugar, a escada – consciência da ligação e da possibilidade dessa mesma manifestação do divino na matéria. Consciência de nossa própria divindade.

Já não existe mais a tela branca, nem mesmo as delimitações físicas das bordas do tecido.

O quadro alcança ser uma pequenina janela aberta ao universo da Unidade.”

Texto de Valentina Monteiro, março de 2010.

Veja mais da obra desta artista em www.valentinamonteiro.com

28/03/2010 at 16:07 Deixe um comentário


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