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O Futuro Chegou – 10 tendências da era Pós-Industrial em acordo a Domenico de Masi

Tive a felicidade de participar na semana passada de uma interessante palestra do Professor Domenico de Masi como parte do programa do REFLETIR BRASIL, iniciativa da Consultoria OCA REFLETIR BRASIL com a participação da Consultoria S3.STUDIUM, da Itália.

Em 2015, o tema do encontro foi UTOPIA E REALIDADE, com foco na qualidade de vida e no trabalho produtivo, de acordo com as exigências da era Pós-Industrial. A programação foi extensa e interessante, e um manifesto (resultado das diversas discussões, será publicado em breve no site: http://www.refletirbrasil.com – vale conferir.

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O evento foi aberto com a palestra do Professor Domenico de Masi, uma espécie de “patrono” deste fórum. Animadíssimo e de muito bom humor; apesar do incessante ruído que brotava dos corredores do IED (Instituto Europeu de Design) em Higienópolis – São Paulo; o Professor De Masi brindou a platéia com uma interessante aula de sociologia sobre os períodos Pré-Industrial, Industrial e Pós-Industrial.

Sempre com sua perspicácia (que transparece em todas as suas obras, desde o best-seller “O Ócio Criativo” até o grosso volume chamado “O Futuro Começou”, De Masi foi driblando a precariedade da tradução simultânea do Italiano para o Português e o desconforto do auditório improvisado na bonita área de convivência da Escola. Alertou os Brasileiros sobre a grandeza do papel do país no cenário mundial com dados e brincadeiras inteligentes, sempre irreverente e preciso em suas observações.

Domenico De Masi

Domenico De Masi

De Masi discorreu sobre as características do Pós-Industrial, comentando suas bases intrínsecas, seus benefícios e mazelas. Ele fala com o otimismo daqueles que chegam a sua idade com tanta lucidez e consciência. Em hora e meia, deixou uma lição de claridade, atenção, alegria e perspicácia. Acredito que parte de sua palestra foi um curtíssimo resumo de sua obra bastante profunda chamada “O Futuro Chegou” – tradução de Marcelo Costa Sievers, 1a. edição, Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2014, 768 pgs. Depois, acrescentou suas previsões de futuro e seus conselhos para obter sucesso neste mundo mutante em que vivemos.

Para De Masi, existem 10 tendências para o mundo pós-industrial. Em acordo ás minhas anotações durante a sua palestra, podemos enumerá-las da seguinte forma:

TENDÊNCIA 1 - A LONGEVIDADE

TENDÊNCIA 1 – A LONGEVIDADE

1) LONGEVIDADE:

Seremos 8 bilhões de pessoas em muito pouco tempo. Além disso teremos mais de 1 bilhão de pessoas no mundo com mais de 65 anos e, além de tudo, vivendo com qualidade e felicidade; sendo muito produtivos. Nunca tivemos tanta “massa cerebral” experiente e bem formada sonhando e idealizando um mundo melhor! Novas idéias e visões virão. Teremos muitos benefícios como consequência desta tendência.

TENDÊNCIA 2 - TECNOLOGIA

TENDÊNCIA 2 – TECNOLOGIA

2) TECNOLOGIA

A velocidade já estonteante dos avanços tecnológicos em todas as áreas continuará a se multiplicar. Estaremos muito mais conectados, nossos corpos receberão avanços inimagináveis no campo da medicina e da farmácia, os chips estarão infinitamente mais rápidos, conviveremos com a inteligência artificial e com a interação real entre o homem e a máquina. O mundo será um lugar bastante pequeno e acessível e a telefonia móvel estará avançadíssima comparada com o que temos atualmente.

TENDÊNCIA 3 - ECONOMIA E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

TENDÊNCIA 3 – ECONOMIA E DISTRIBUIÇÃO DE RENDA

3) ECONOMIA:

Até 2030 o mundo terá crescido ao redor de 160% em comparação a 2015. Apesar disso, se o modelo social não se alterar a respeito do domínio do neo-liberalismo (sic), teremos uma maior concentração de riqueza que pode nos levar a consequências catastróficas, com o recrudescimento dos conflitos e das guerras emanadas desta situação de profunda desigualdade. A China será enorme e dominante, o modelo de capitalismo chinês será a nova tônica do mundo produtivo.

TENDÊNCIA 4 - TRABALHO

TENDÊNCIA 4 – TRABALHO

4) TRABALHO:

A produtividade aumentará exponencialmente nos próximos anos. Os horários deixarão definitivamente a divisão entre trabalho e lazer – estremos conectados 24 horas por dia – trabalhadores full time e full place. Teremos também, como consequência da enorme produtividade, um crescente número de “NEETS” (not engaged in education, employment or training). O fenômeno do consumo sem produção será muito maior. A China será a “fábrica” do mundo e a Índia será o “escritório” do mundo; em um fenômeno global de terceirização e trabalho em rede globalizada.

TENDÊNCIA 5 - LAZER

TENDÊNCIA 5 – LAZER

5) LAZER

O tempo livre das pessoas aumentará muito. É necessário iniciar a formação das pessoas sobre o uso de seu tempo livre do ponto de vista da curiosidade intelectual e cultural. Como será possível evitar o tédio, a violência e as drogas? Será preciso emprestar para o restante do planeta o conhecimento que tem o Brasil (e também a Itália e os demais países latinos) sobre rir mais e promover a prosperidade cultural de forma natural e constante.

TENDÊNCIA 6 - UBIQUIDADE E PLASMABILIDADE

TENDÊNCIA 6 – UBIQUIDADE E PLASMABILIDADE

6) UBIQUIDADE E PLASMABILIDADE

Em 2020 seremos uma única praça conectada contendo todo o ódio e o amor do planeta. Poderemos entrar em contato com qualquer pessoa, em qualquer ponto do planeta utilizando os mais diversos aparelhos tecnológicos. Correremos o risco de ficarmos muito obesos devido a falta de movimento, uma vez que tele-aprenderemos, tele-amaremos, tele-nos divertiremos, etc. Também poderemos sofrer com a falta de contato real com nossos semelhantes, uma vez que o virtual será o dominante em todas as relações.

TENDÊNCIA 7 - ÉTICA E ESTÉTICA

TENDÊNCIA 7 – ÉTICA E ESTÉTICA

7) ÉTICA E ESTÉTICA:

A qualidade funcional será um valor comum e obrigatório para qualquer produto; a vantagem competitiva estará centrada em valores éticos e estéticos. As marcas estarão preocupadas em serem reconhecidas como confiáveis e honestas, além de esteticamente perfeitas. Isso será tarefa bastante crítica em uma sociedade globalmente conectada e veloz. A reputação ética dos indivíduos será a base da sociedade de serviços. Assim como a sociedade industrial foi mais honesta e menos violenta do que a sociedade rural; a sociedade pós-industrial será mais honesta e menos violenta que aquela industrial. Portanto, os bens sucedidos serão os homens de bem. Para os atuais “falsos homens de bem” será muito difícil ter uma vida oculta, já que o conceito que temos de privacidade será aos poucos extinto pela exposição maciça e constante provocada pela conectividade crescente.

TENDÊNCIA 8 - EQUILÍBRIO

TENDÊNCIA 8 – EQUILÍBRIO

8) EQUILÍBRIO:

O mundo estará mais rico e mais desigual, o que acarretará muitos conflitos. A competitividade e a necessidade de um novo modelo forçará o desenvolvimento exequível, baseado no planejamento ecológico, econômico e social. A sustentabilidade deverá ser a tônica do sucesso, gerando um mundo mais consciente e equilibrado do ponto de vista do consumo e do conceito de felicidade. Essa tendência anda de mãos dadas com a tendência 7 da ética e estética. Para obter vantagem competitiva, além de belo e ético, deverá ser também sustentável de forma comprovada.

TENDÊNCIA 9 - CULTURA

TENDÊNCIA 9 – CULTURA

9) CULTURA:

A cultura digital vai superar a cultura analógica. Todos estarão conectados e todo o conhecimento estará disponível em um átimo de segundo. O grande desafio será a distribuição – de poder; de saber; de oportunidades; etc. A cultura será globalizada, o local dando colorido ao global. O global superará o local.

TENDÊNCIA 10 - ANDROGENIA

TENDÊNCIA 10 – ANDROGENIA

10) ANDROGENIA:

Em 2020 muitas mulheres terão um filho sem ter um marido; além de dominarem os aspectos masculinos que as escravizaram pelos últimos 10 mil anos. Elas irão gerenciar o poder com a dureza aprendida em seus tempos de submissão e estarão exatamente no centro do sistema social. Os valores hoje considerados femininos (estética, subjetividade, emotividade, flexibilidade) serão também dominados pelos homens. Ambos irão compartilhar a produção e os cuidados humanos. A androgenia irá prevalecer nos estilos de vida.

Além dessas previsões, Domenico de Masi também diz que o Brasil tem muito a ensinar ao mundo. Isso baseado em suas teorias sobre o ócio criativo e o novo modelo de sociedade que vislumbra para o futuro bastante próximo. Em meio a tanta desconfiança e desânimo sobre o modelo Brasileiro de sociedade, as palavras do professor parecem alertar a tomada de consciência sobre as oportunidades que temos em nossas mãos – agora mesmo!

brasil futuro

Em seu livro, De Masi explica o Brasil atual e sua confusão: “A contaminação consumista do modelo estadunidense já conquistou muitos aspectos da vida urbana brasileira e triunfa também no mundo dos negócios, monopolizado pelo pensamento, pelos mestres, pelos livros de negócios das business schools bostoniana e californiana. A isso deve ser acrescentada a tentação de ceder às obtusas exigências do mercado externo que inúmeras vezes solicita os piores aspectos da brasilidade: o excesso cromático e sonoro, a sensualidade desregulada, o exotismo provinciano, a dissipação do patrimônio natural, a que podem acrescentar-se a falta de autoestima, xenofilia, o escasso sentido do público, o recurso à astúcia como substituta da inteligência, a pouca confiabilidade.”

Indo além afirma: “Porém, não obstante o traço colonizador da Europa e dos Estados Unidos, o Brasil permanece o Brasil e os aspectos originais e melhores da brasilidade continuam a prevalecer sobre os importados e negativos.”

De Masi discorre sobre as palavras de Oscar Niemeyer a respeito da flexibilidade necessária para olhar o mundo. “Viva a curva!” diz o arquiteto, sublimando os aspectos flexíveis da sensualidade, da natureza traduzida nas formas das nuvens, nas curvas do mar e das montanhas e mulheres do Brasil. Conclui De Masi que este estilo de vida; e de maneira de olhar e compreender o mundo; é o que o Brasil tem como legado para toda a humanidade da era pós-industrial.

Complementando sua palestra, veja os “conselhos” deixados por De Masi para prosperar como indivíduo na nova era pós-industrial:

1) Reduza sua resistência a mudanças

2) Incentive o seu espírito criativo

3) Exercite sempre a liderança carismática

4) Envolva a todos na missão

5) Conjugue global e local

6) Cuide muito e sempre da estética de todos os lugares e coisas

7) Cuide sempre do comportamento ético e da gentileza em todas as suas ações

8) Dê sempre sentido a tudo que você faz

Um palestrante ilustre, inteligente e inspirado; com idéias positivas e incentivadoras. Como anda sua consciência para a era pós-industrial?

04/05/2015 at 21:28 10 comentários

Como você pode realizar a tarefa de vender – sem se vender?

buda

A grande nuvem chove sobre todos os seres, sejam de natureza superior, sejam de natureza inferior.

                                                                                                                                             – Sutra do Lótus 5

“Os vendedores é que fazem chover em suas empresas. Os fazedores de chuva têm sua dança mágica, levando chuva nutritiva para que seus negócios cresçam. Não cabe a eles julgar, apenas servir.

Para que a dança do fazedor de chuva seja eficaz, são essenciais a atenção, o interesse e a bondade que tem para com seus clientes. Se ele é sábio e compassivo (e lembre-se de que essas são as duas grandes virtudes do budismo), ele não faz visitas de vendas – faz visitas de atendimento. Ele sabe que sua tarefa principal consiste em ajudar seus clientes a terem mais sucesso – seu trabalho é proporcionar o que seus clientes necessitam. Quando ele faz chover bondade sobre o seu cliente, seu cliente faz chover reconhecimento, na forma de dinheiro, para o fazedor de chuva e sua empresa. Nesse modelo de negócios movido por valores, servir aos outros é fundamental, e o dinheiro é o subproduto do serviço proporcionado.

O fazedor de chuva que não se posiciona com a mente certa – ou seja, a mente do Buda – perde de vista a essência dos negócios. Esse vendedor pensa que a meta é extrair aquilo que pode de seus clientes; ele fez do dinheiro um objeto de veneração, e fará qualquer coisa para obtê-lo. Esse fazedor de chuva vendeu sua alma em troca do sucesso, mas na verdade não terá sucesso algum. Os clientes são astutos e, mais cedo ou mais tarde, vão perceber que ele não está nem um pouco interessado em servi-los; está simplesmente interessado no que pode conseguir deles. É provável que seus clientes troquem de vendedor, se puderem, preferindo fazer negócios com um que se importe sinceramente com suas necessidades.

O fazedor de chuva que é sábio e compassivo incorpora essas virtudes até no ato de venda. Parece estranho? É que desassociamos falsamente a virtude do mercado. Com efeito, vender bens ou serviços que você sabe que são úteis é algo sábio. Vendê-los a pessoas que podem realmente se beneficiar deles é compassivo. O mesmo se aplica à fala correta, que transmite algo verdadeiro e útil ao mesmo tempo. Aqui, temos vendas corretas, a venda de algo que é inofensivo e útil para a pessoa certa. Essa é a base de uma economia budista.

Fonte: “O Buda e o Executivo”, F. Metcalf e B.J. Gallagher, editora Cultrix, São Paulo, 2014, pg. 38,39

o buda e o executivo

Fonte: “O Buda e o Executivo”, F. Metcalf e B.J. Gallagher, editora Cultrix, São Paulo, 2014, pg. 38,39

06/02/2015 at 11:17 Deixe um comentário

5 passos para criar um logotipo – SETUP

setup pequeno

Logotipos devem ser mensagens instantâneas e precisas para a comunicação dos valores mais profundos de uma marca ou empreendimento.
Um logo diz muito sobre a essência e o propósito da existência daquilo que ele representa. Diz mais que palavras, mais que mensagens publicitárias.

Por isso logos são arte e engenhosidade. Representam criatividade transformada em ação e inovação.

Vale entender a história por trás de cada um deles, para captar a alma do que representam.

1o. Passo – A ESSÊNCIA:

A base da SETUP Ouvidoria & Soluções é ouvir ativamente a mente, o coração e o espírito; para propor e apoiar o trilhar de novos caminhos. A SETUP procura sempre um novo e revigorado set-up, para indivíduos, grupos de trabalho e organizações. Ou seja, a essência do trabalho da SETUP é apoiar indivíduos e grupos de trabalho a sair do ponto A para o ponto B (melhor e acima), ou em outras palavras, significa o apoio à prosperidade.

Como representar isso graficamente?

Com a ideia de crescimento pessoal e de prosperidade, foi usado um triângulo para apontar para cima, associado ao crescimento e ao movimento positivo. o triângulo também representa os aspectos da escuta atenta às dimensões MENTE/CORAÇÃO/ESPÍRITO – outra base fundamental de todo o trabalho da SETUP.

Portanto a base do logotipo é um triângulo para cima:

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2o. Passo – A COR DA ESSÊNCIA

A importância das cores na comunicação visual é inquestionável. Tonalidades levam a humores e percepções diferentes; levam a emoções variadas e importantes. Antes que a mente racional possa elaborar algum conceito, as cores já disseram muito ao coração e a mensagem já vai gravada de forma absolutamente perene na alma do receptor da mensagem…

Por isso a escolha de cores em um logotipo é tão fundamental.

A SETUP trabalha aspectos de alma. Trabalha o conjunto MENTE/CORAÇÃO/ESPÍRITO. Trabalha prosperidade e novo começo; re-começo. Tem a missão de inspirar a conexão do homem com a espiritualidade e assim gerar a prosperidade como um todo.

Por isso a cor deve ser relacionada e diretamente ligada a estes aspectos: As cores escolhidas são os tons de roxo, violeta e lilás:

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O roxo e os tons de violeta e lilás são as cores da transformação. estão ligadas ao mundo místico, significando espiritualidade, magia e mistério. Estimulam o contato com o lado espiritual proporcionando a purificação do corpo e da mente e a libertação dos medos e outras inquietações. Estas tonalidades também nos conectam com os grandes ideais – inspirando sensibilidade, espiritualidade e compaixão. O violeta, estimula a meditação e tem um efeito purificador transformando energias negativas em positivas.

3o. Passo – O SIGNIFICADO DA FORMA

Definida a forma primordial, o significado mais profundo deve ser perseguido. É quando o logo começa a realmente contar a sua história, ou a que veio ao mundo.

Na SETUP, buscam-se caminhos e recomeços, por isso o desenho da forma foi baseado no BA-GUÁ:

Ba-guá é um diagrama chinês que representa as oito mutações do ser humano. Eles indicam os oito caminhos constantes e vitais para todos: Sucesso, relacionamentos, criatividade, amigos, trabalho, espiritualidade, família e prosperidade. Três das mutações do Ba-guá foram usadas para representar as características da SETUP: Espiritualidade, trabalho e relacionamentos. Juntas, essas mutações do Ba-guá formam os lados do triângulo que aponta para cima.

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4o. Passo – O ACABAMENTO DA FORMA

A forma triangular é um tanto quanto estática e rígida, diante da proposta da marca, necessita um acabamento para representar o constante movimento que a SETUP apoia para seus clientes. Portanto, acrescentar a sinuosidade de círculo ou arredondamento, era um imperativo.

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5o. Passo – A SOLUÇÃO FINAL – FORMA E MENSAGEM

O acabamento final é importantíssimo em um logo. é o complemento, o término da mensagem, a imagem final. O conjunto deve ser harmônico, comunicar profundamente a essência e tocar muito além do que o racional.

No caso da SETUP, a tipografia da marca usa a letra COOLVETICA, que é arredondada como o símbolo e traduz a mensagem total do logotipo de uma forma gráfica surpreendente e moderna:

setup pequeno

Outro aspecto importante da forma final, é o formato que remete a um labirinto, onde se vê claramente que é possível encontrar saídas e resposta nas dimensões da espiritualidade, trabalho e relacionamentos.

Absolutamente importante reconhecer aqui os créditos e agradecer ao meu amigo Galba Junior (CEO e “Rain Maker” da Wunderbiz): wunderbiz.com.br
galba foi o idealizador e designer do logotipo da SETUP. Apesar de ser um goleiro apenas “sortudo” nas peladas de quarta a noite, ele também é um designer sensacional!

Sua opinião sobre o logotipo da SETUP é muito importante! Deixe seu comentário.
Abraços e obrigado,

Sergio Tango
SETUP Ouvidoria & Soluções
setupconsultoria.com.br
11-991442768

26/08/2014 at 15:39 2 comentários

A base das relações interpessoais…

Veja o artigo anexo sobre Inteligência Emocional:

http://autoayudapractica.com/10-habitos-de-la-gente-con-alta-inteligencia-emocional/

child-namaste

30/07/2014 at 17:58 Deixe um comentário

“TER Humano” ou SER Humano?

modernidade

Que barulho ensurdecedor esse tilintar da mudança sem fim de um bolso para o outro.

Grito dos telefones e alarmes, visor gigante dando cotações cada vez mais rápidas e vorazes. Que vozes alteradas em busca da melhor oferta!

Caos provocado e vício da adrenalina fácil; lucros e perdas incessantes, galopantes, alucinantes. Espiral do mais e mais.

Reúne todos e tudo, arrebanha incautos e os transforma em adeptos praticantes – frenéticos.

Explora de forma universal, como se o mundo fora ilimitado. Exaure o espírito humano e a Mãe Terra – suja, corrompe, separa e segrega.

capitalismo

Alcança milagres em realizações e obras inacreditáveis – chega na excelência em tecnologia – ao mesmo tempo em que torna a vida um deserto inóspito. Tudo – mero recurso.

É a lógica do “ter humano”, antiga como a Revolução Industrial. Cruel como não se importar com os meios para se obter o fim.

Sustentável como uma bolha de sabão ao vento, paradoxal, sem futuro, mas com atração irresistível – Sereia contemporânea.

Valores ancestrais de vida e prosperidade não aceitam papel secundário. Não se sabe de onde, o tripé da evolução social, ambiental e econômica sorrateiramente instala-se. Ao mesmo tempo o ruído do “ter” reverbera mais intenso.

Tripé para a Sustentabilidade

Surda mudança. Lenta, sofrida, tênue e forte. O tilintar vai se tornando vazio, irreal, deslocado. Por isso cada vez mais alto e violento – como um animal acuado.

Aos poucos toma corpo uma nova ordem – sem se importar com a incessante criação de caos que alimenta o status quo do “ter mais”. Reverbera uma nova dimensão onde “ter” não pode estar desacompanhado de dividir e proteger.

Perde o sentido obter os fins sem se importar com os meios. Lembra Buda apontando o caminho certo, onde o equilíbrio promove mais prosperidade.

O Mundo Sustentável

Os meios utilizados passam a ser fundamentais e realmente importantes para a qualidade do “ter”. Que brado surdo se escuta em nosso planeta neste instante!

Homens e comportamentos são profundamente transmutados – surge o verdadeiro “Ser Humano”, que acorda de seu sono do “ter” cada vez mais sem se importar com nada mais.

A Mãe Terra não mais “recurso”, mas verdadeira mãe acolhedora em seu ancestral caminho giratório.

Uma nova figura no horizonte. Um ser sustentável; balanço equilibrado entre ter, socializar e proteger o ambiente. Sem volta; aquilo que não tem mais sentido de outra forma.

O Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci

O Homem Vitruviano de Leonardo da Vinci

O “Ser Humano” desperta de um longo pesadelo em meio a um novo barulho mais ensurdecedor ainda do “Ter Humano”!

Esperneio de morte certa – e próxima.

A nova planta perene invade o ambiente cibernético das bolsas de valores – se não for sustentável não terá valor.

Importa hoje realmente “Ser”.

“Ter” – apenas mera consequência possível.

setup pequeno

 

 

 


  sergiotango8@gmail.com

04/05/2014 at 23:29 1 comentário

Inovação e Criatividade

Vale a pena conferir o que tem a dizer Gilvan Azevedo sobre este tema!!
http://mais.uol.com.br/view/wxs5e3bsd547/inovacao-e-criatividade-04024E193270C4912326?cmpid=cmp-cfb-vdo

Gilvan Azevedo

02/12/2011 at 19:07 Deixe um comentário

A Importância das Marcas nos Mercados B2B, segundo Philip Kotler e Waldemar Pfoertsch

Normalmente a preocupação com as marcas é mais entendida como uma característica inerente aos mercados B2C (“business to Consumers”) e não tanto aos mercados B2B (“Business to Business”). Os chamados B2B, ou mercados industriais, geralmente são mercados mais preocupados com produtos e serviços, com diferenciação e preços. Muitas vezes o fator marca é, em até certa medida, negligenciado por vendedores e por compradores.

Será que podemos trabalhar os conceitos básicos de “branding” aos mercados industriais?

Com a velocidade dos negócios e das inovações nos dias atuais, aliado ao fato de que as ofertas de soluções (produtos) B2B vão se tornando cada dia mais complexas e similares, vale a pena a reflexão a respeito do que é o fenômeno da marca para este setor. Começamos pensando em B2B e suas marcas, temos vários exemplos: INTEL; SAP; IBM; GENERAL ELETRIC; etc, etc. O que há por trás disso? Será que as marcas influenciam o sucesso em B2B? Em que medida?

Vejamos o que nos diz o mestre do “Branding”, Phillip Kottler, em seu livro feito em parceria com Waldemar Pfoertsch – “Gestão de Marcas em Mercados B2B” – Porto Alegre, Editora Bookman, 2008:

O Livro de Kottler e Pfoertsch

Os autores definem a importância das marcas nos mercados industriais em vários aspectos:

1) DIFERENCIAR: Em acordo com eles, as marcas são poderosos meios para “descomoditizar” categorias de produtos altamente padronizadas. Como exemplo, basta olhar os processadores da INTEL – existem outros processadores similares, mas INTEL é sinônimo de processador, o que é um fator fundamental de diferenciação para a empresa.

2) GARANTIR NEGÓCIOS FUTUROS: Existem muitas áreas de negócios em que as únicas empresas sobreviventes são aquelas que investiram em formar marcas fortes. por exemplo, CATERPILLAR e KOMATSU. No passado existiam muitas empresas no mesmo ramo que elas, mas que simplesmente desapareceram no tempo sem uma marca forte que as sustentasse através de crises. Nestes casos, a marca teve ainda uma enorme relevância nos mercados financeiros e de investimentos.

3) CRIAR LEALDADE: As marcas funcionam como referência para as empresas na transição de um modelo transacional para um modelo com base em relacionamentos. A lealdade a marca surge quando o negócio se mostra capaz de fornecer consistentemente aquilo que sua marca promete. A segurança que um cliente B2B sente para criar lealdade a marca está diretamente ligada a capacidade do fornecedor de realmente fazer aquilo que promete, além de surpreender sempre de forma positiva nos negócios do dia a dia. 

4) ESFORÇOS DE MARKETING DIFERENCIADOS: Empresas com marcas fortes podem se beneficiar de uma comunicação eficiente. Os esforços promocionais serão em geral muito melhor aceitos quando a marca é uma marca forte. Quando os produtos e serviços tem marca fraca, os esforços de comunicação tem uma enorme dificuldade de provarem-se efetivos.

5) CRIAR PREFERÊNCIAS: As preferências por marca em B2B no mínimo levam à rejeição de concorrentes. A marca forte atua como uma barreira de contenção a que as pessoas fiquem saltando para produtos concorrentes. Apesar de estas afirmações parecerem muito mais de B2C, nos mercados B2B estes fatos também são verdadeiros. Cita-se o exemplo da SHIMANO, que com a sua marca fortíssima entre os ciclistas consegue se destacar como o maior produtor mundial de componentes para bikes.

6) GARANTIR UM PREÇO PREMIUM: A empresa com marca de renome pode cobrar preços mais altos por seus produtos e serviços. Mesmo em B2B! Isto as torna menos suscetíveis às forças competitivas.

7) CRIAR IMAGEM DE MARCA: As propostas de valor das empresas se tornam mais atrativas e positivas quando estão acompanhadas de uma marca forte. Inclusive a imagem positiva de marca tem efeitos sobre todos os demais interessados – inclusive facilitando a descoberta e manutenção de talentos.

8) AUMENTAR AS VENDAS: O objetivo de melhores resultados com certeza fica mais perto de ser alcançado quando se tem marcas fortes. Marcas fortes normalmente estão acompanhadas de melhores margens de lucro e também de maiores volumes de vendas.

Além das vantagens enumeradas, os autores advertem também que não ter marcas fortes em mercados industriais potencialmente pode gerar tremendos prejuízos, uma vez que as empresas teriam apenas como alternativa a dependência em reduzir preços, dar descontos e entrar na espiral perigosa dos programas de redução de custos.

A marca é a tradução da vantagem competitiva das empresas em B2B. Este pode ser o resumo da discussão conduzida por Kottler e Pfoertsch.

O que você tem a dizer sobre o assunto?

SETUP Ouvidoria & Soluções

setango@windowslive.com

01/05/2011 at 22:15 Deixe um comentário

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